
Indicações
- Facetas de alta exigência estética;
- Inlays e onlays em dentes posteriores com substrato favorável;
- Coroas parciais adesivas em setores estéticos.
O argumento técnico
Dois pontos fazem da feldspática uma escolha racional e não apenas nostálgica. Primeiro, o comportamento ótico: nenhuma cerâmica de alta resistência iguala a forma como a feldspática difunde a luz — é por isso que continua a ser a referência em facetas finas. Segundo, o desgaste do antagonista: a sua dureza próxima do esmalte torna-a a opção mais conservadora quando a peça oclui contra dente natural.
A contrapartida é a resistência mais baixa, que exige indicação correta e adesão rigorosa. É um material para casos escolhidos — e nesses casos, não tem rival.
Perguntas frequentes
Quando escolher feldspática em vez de dissilicato?
Quando a prioridade absoluta é a mimética — sobretudo facetas finas sobre substrato favorável e inlays em que se procura a transição ótica mais natural possível. O dissilicato oferece mais resistência; a feldspática, o comportamento ótico mais próximo do esmalte.
A cerâmica feldspática precisa de cimentação adesiva?
Sim, obrigatoriamente. A resistência final da restauração depende da adesão ao substrato — recomendamos protocolos adesivos rigorosos, com condicionamento e silanização conforme o fabricante.
Que espessuras conseguem fresar?
Dentro dos limites das fichas técnicas dos blocos. Em facetas, a validação CAD confirma as espessuras mínimas antes de fresar; se o desenho estiver no limite, avisamos antes de produzir.
Ver também: dissilicato de lítio quando é precisa mais resistência · todos os materiais.
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